ESTAÇÃO DE RADIOAMADOR - PU4-TAM - CARANGOLA -MG

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Índices de propagação

domingo, 17 de julho de 2011

O TUNGUSKA BRASILEIRO

Como podemos ver na matéria abaixo, que fala  sobre a possível queda de um meteoro na Sibéria há 100 anos atrás, nós aqui no Brasil,  tivemos também um evento semelhante na Amazônia. Vale apena conferir essa matéria.

Viver na selva amazônica é sempre uma luta diária pela sobrevivênia. A morte paira sobre as tríbos e pequenas comunidades, praticamente isoladas do resto do mundo. Tem sido assim há muito tempo, mas um incidente ocorrido no dia 13 de agosto de 1930 elevou o risco à altura do terror.

O dia havia começado como de costume. Um pouco antes do nacer do Sol, os seringueiros já haviam se aventurado floresta adentro, os pescadores jogado suas redes e as mulheres começado a lavar roupas nos bancos de areia do rio Coruçá, já quase na fronteira com o Peru.

FLORESTA EM CHAMAS
Tudo parecia corriqueiro até que às oito e pouco da manhã, foi quando o sol ficou vermelho e a escuridão se abateu sobre todos. Não era um eclípse. Uma grande nuvem de poeira se espalhou pelo ar e cinzas cobriam a vegetação. Foi quando três estrondos se seguiram, cada um mais forte que o outro, como salvas de artilharia.

A essa altura as crianças correram para suas cabanas, em pânico. Somente o homem que estava em sua canoa, bem no mio do rio, pode ver o que estava acontecendo acima das árvores. E era uma visão terrível. Do céu vinham enormes bolas de fogo, que causavam tremores ao tocar o chão, como num terremoto. A floresta ardeu em chamas.

A chuva de cinzas continuou até o meio-dia e a mais de 200 km dali, em Atalaia do Norte, as xplosões ainda podiam ser ouvidas. Os incêndios duraram dias e mesmo assim por pouco o resto do mundo não ficou sem saber do ocorrido às margens do Rio Coruçá, não fosse um missionário católico que visitou o lugar pouco tempo depois.

OBSERVADOR ROMANO
O padre Fedele d'Alviano era um capuchinho de 45 anos que fazia expedições missionárias regulares às tribos do Coruçá, e ficou surpreso ao ancontrar um povo aterrorizado. Assumindo que o fim do mundo havia chegado para eles, o padre foi provocado a contar o que havia aconecido.

Como era um homem bem instruído, sabia que os relatos combinavam com a queda de grandes meteoritos, mas essa explicação simplesmente não acalmava a população. Fedele pacientemente ouviu as queixas e narrações de cada habitante, visitando vários lugares ao longo do rio.

Ele reportou cuidadosamente sua história ao Vaticano, e os detalhes foram publicados na edição de 1 de março de 1931 do L'osservatore Romano(O Observador Romano ). No entanto, décadas se passaram até a comunidade científica redescobrir o evento, associado aos grandes impactos sofridos pelo planeta Terra.

É verdade que estações sísmicas no Peru registraram sucessivos tremores na região, mas uma investigação mais detalhada no lugar não aconteceu antes de 1997, financiada por uma rede de televisão do Brasil que, no entanto, não achou evidências conclusivas do impacto.

É  que embora tenham encontrado uma depressão em forma de elípse no terreno, parte do perímetro de uma cratéra e uma elevação central, não havia vestígios de rochas cristalizadas ou traços de irídio (material de origem extraterrestre ).

Mais de 65 anos tinham se passado e a densa vegetação já havia recoberto tudo, dificultando também o acesso. Hoje, novas pesquisas parecem indicar traços de irídio e também ósmio, elementos que não foram identificados da primeira vez.

RISCO REAL
Um astrônomo italiano, estudioso do fenômeno, chegou a estimar a massa do meteoro; ele teria entre mil e 25 mil toneladas, e se fragmentou a cerca de 8 km de altura, liberando a mesma energia que 100 mil toneladas de dinamite.

Alguns relatos afirmam que os bólidos vinham da direção norte, o que sugere uma associação com a chuva de meteoros Perséidas, que são restos do cometa Swift-Tuttle e ocorre todo mês de agosto, com radiante em Perseu, uma constelação do hemisfério celeste norte. Mas é quase impossível confirmar essa informação.

O acontecimento em Coruçá entrou para a história como "o Tunguska brasileiro", em alusão ao impacto ocorrido na Sibéria em 1908. Embora o de Coruaçá tenha sido dez vezes menos violento, nenhum outro pior aconteceu até hoje.

Contudo, o risco é real. Acredita-se que a chance de outro impacto ainda neste século seja de 100%. O problema é saber o tamanho do meteorito, e onde ele irá cair.

Fonte: José Roberto V. Costa

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2 comentários:

  1. Olá !
    Gostaria de entrar no mundo do raios amadores e do código morse, mas não entendo nada !!!
    Qual equipamento devo comprar para começar a ser a conversar no radio amador e Código Morse ?
    O que é ser um Radioamador prefixado pela ANATEL, tenho que me cadastrar na ANATEL ?
    Tem algum custo ?
    Tenho que pagar alguma mensalidade para ANATEL ?
    Fica muito caro para ser a me comunicar com radio amador e com o Código Morse ?

    Desde já muito obrigado e desculpe tantas perguntas !!!

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  2. opa Magela é o pu4fbi Deoclecio São Joao del rei, me passa seu email e visita nós no blog repetidorasaojoaodelrei.blogspot.com.br
    att
    deoclecio

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